Salvador - BA | Terça, 03 de Janeiro de 2017

Mulher é torturada e morta após olhar de “cara feia” para bandidos, diz marido

A costureira foi espancada, esfaqueada e morta a tiros
A costureira foi espancada, esfaqueada e morta a tiros

Na noite deste último domingo (01) uma costureira de 45 anos foi brutalmente assassinada em sua residência localizada no bairro de Cajazeiras IX em Salvador e um olhar atravessado pode ter motivado o assassinato. De acordo com informações preliminares da Polícia Militar, a vítima identificada como Ivonete de Souza Santos teria sido espancada, esfaqueada e baleada após olhar de “cara feia” para indivíduos que invadiram a laje de sua casa para realizar uma festa. Segundo o marido da vítima, o pedreiro José Sandro dos Santos de 40 anos, pelo menos 10 homens que estavam na casa vizinha teriam aproveitado a proximidade entre os dois imóveis para ter acesso a laje de Ivonete. Um deles teria abordado a vítima e perguntado se teria problema de ficar no espaço, porém Ivonete não respondeu e olhou de “cara feia” para ele, segundo o pedreiro. Logo após três homens desceram e pediram para falar com ela e em determinado momento começaram a arrastá-la pelos cabelos até a rua onde foi espancada. O marido da vítima disse ainda que os bandidos teriam colocado ele deitado no chão com uma arma no rosto e que mandaram ele ficar quieto. “Eles disseram que o problema não era comigo, era com minha esposa, que era ela era problemática e que estava procurando confusão por conta de uma laje”, relata o pedreiro. Ivonete chegou a ser liberada pelos criminosos e foi levada para dentro de casa, mas de imediato os bandidos retornaram e esfaquearam a vítima. Em seguida ela foi levada para uma localidade conhecida como Baixa, onde, segundo os moradores, traficantes costumam matar suas desavenças. No local, a costureira foi baleada e teve seu corpo jogado em uma vala. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil que trabalha na tentativa de identificar os envolvidos no crime.

Repórter Cidades / Plantão Policial Jerry Mesquita
WhatsApp (64) 9 9297-8263
Fonte A Tarde (UOL)